Jóias

As jóias são feitas de materiais nobres e preciosos, tais como: ouro, prata e pedras preciosas (diamante, rubi, safira, berilo, topázio, entre outras). Além disso, cada peça produzida requer um processo muito complexo e por isso depende de profissionais com vasta experiência em manusear ferramentas específicas.

Ah! Um detalhe muito legal. As jóias de metal nobre demoram a apresentar riscos ou leves defeitinhos pelo uso. As peças de metal nobre precisam apenas de um novo polimento para que esses detalhes desapareçam. Muito legal né!?

Jóias em Prata 925

A prata é um elemento químico de número atômico 47. É um metal nobre e maleável, com um intenso brilho metálico, branco-brilhante, denso, dúctil, utilizado em numerosas ligas preciosas. A prata mais utilizada no mercado é a denominada 925 que contém em sua composição 92,5% de prata pura e 7,5% de liga (geralmente de cobre).

O escurecimento (ou embaçamento) é um processo natural chamado OXIDAÇÃO. É um fenômeno natural que altera o brilho da superfície da prata tornando-a escura e opaca. A oxidação não é um defeito de fabricação e sim um fenômeno natural que pode ser acelerado através de certas ações ou circunstâncias.

Semijoias

As semijoias possuem a sua base (estrutura) feita em material não nobre (como o estanho, latão, bronze ou zamack) e depois recebe uma camada relativamente espessa de ouro, prata ou ródio. O processo de fabricação é o mesmo, porém a duração da semijoia não é a mesma que a jóia feita de material nobre. Podem ser trabalhadas com pedras naturais ou não.

Bijuteria

É feita basicamente por materiais não nobres como as semijoias e raramente possuem ouro ou prata em sua superfície. Muitas vezes as bijuterias recebem um banho de uma espécie de tinta dourada que ajuda a envernizar a peça. Algumas bijuterias recebem uma camada extremamente fina de ouro (conhecida como FLASH DE OURO) que é utilizada apenas para dar cor à peça. Pode utilizar diversos materiais na sua montagem.

O que é o Ródio?

O ródio é um metal que pertence ao grupo da platina, que foi descoberto em 1804 pelo químico inglês Willian Hyde Wollaston. Ele é usado para dar acabamento em joias e semijoias, num procedimento chamado banho de ródio, dando um lindo brilho e resistência à peça.

O banho de ródio (também chamado de acabamento rodinado) reveste jóias e semijoias com uma camada protetora contra o desgaste natural provocado pelo uso do produto. Por ser um acabamento, o banho de ródio vai se desgastando com o tempo e isso é completamente natural! Quanto maior o uso da joia, maior será o seu desgaste.

Banho de Ouro

O banho de ouro é um processo completamente diferente do folheado. O processo consiste em mergulhar o metal-base que pode ser de prata, bronze, latão ou níquel em uma solução de sais de ouro e depois ligá-lo numa corrente elétrica. Ao seu lado é mergulhada uma barra de ouro que, por sua vez, é ligada ao outro polo da corrente elétrica e desta forma é realizado o transporte através de ouro líquido fazendo-o se unir ao metal-base.

Este processo também pode ser feito com o ródio. O tempo de imersão depende de cada metal para se conseguir uma boa fixação. No caso do ouro, essa camada pode ser mais ou menos espessa dependendo do tempo de mergulho, uma boa douração tem uma espessura com cerca de 0,02 mm, que pode parecer muito pouco mas é o suficiente para se ter uma peça muito bonita. Para esta medida costumamos dizer 20 microns ou milésimos. Existem peças com valores de menos de 5 microns que já podem ser consideradas bijuterias de boa qualidade e duração.

Folheado ou Chapeado

O processo de folhear ou chapar consiste na aplicação de uma camada fina de ouro sobre o metal que será usado como base. Por forte compressão essa camada adere definitivamente sobre a base, por isso também é chamado de chapeado.

Gemas Naturais, Sintéticas e Artificiais

As gemas naturais são aquelas inteiramente formadas pela natureza, ao longo de anos, sem interferência do homem. São de origem inorgânica os minerais e as rochas como rubi, safira, água-marinha, diamante, etc.; e orgânica os de origem animal ou vegetal, como pérola, âmbar e coral.

Devido à raridade de se encontrar algumas pedras, o homem inventou um meio de criá-las artificialmente através de laboratórios. Assim surgiram as gemas sintéticas, que são como “clones” das gemas naturais. As gemas sintéticas são produzidas a partir de gemas naturais, que são pulverizadas e o material assim obtido é fundido e recristalizado, sob condições que variam conforme o processo usado. Por serem obtidos com material natural, possuem propriedades físicas (cor, brilho, densidade, índice de refração, dureza, etc.) iguais ou muito semelhantes às da gema natural. São, portanto, muito similares na aparência, e somente com uso de microscópio gemológico se consegue identificar a síntese.

As gemas artificiais são gemas manufaturadas para imitar outras gemas. A zircônia cúbica (CZ) é uma gema artificial do diamante. Ela copia a aparência e a cor da pedra real mas não possui as mesmas características físicas e químicas. As gemas artificiais são produtos produzidos para se assemelhar às gemas naturais ou sintéticas. Esses produtos de fantasia são fabricados no intuito de reproduzir o efeito óptico, a cor e/ou a aparência das gemas naturais ou sintéticas, sem possuir suas propriedades físicas, químicas ou sua estrutura cristalina.